quinta-feira, 24 de março de 2011

Apelando ao sentido de Cidadania

Crise politica, crise financeira, crise social e crise económica instalada no nosso país.
Que terão os membros dos CSB STARS a dizer sobre este assunto? Será que lhes ocupa o tempo estes temas? Será que com a sua opinião poderão contribuir com algo?
Será que nos resta apenas o Futsal como único tema que nos une?
Se vivemos tempos dificeis e complicados para a maioria dos portugueses, provavelmente piores e mais dificeis tempos ai virão.

6 comentários:

  1. Abrindo as hostelidades...

    Tempos conturbados se adivinham companheiros. Não vejo neste país, mentalidade capaz de resolver e enfrentar os problemas que temos enquanto sociedade enquanto povo ligado ao mundo.

    Levamos um rumo do salve-se quem poder e do rouba enquanto é tempo, pois no futuro, quando "eu" já cá não estiver, quem cá estiver que se amanhe!!!

    Abreijos e só espero que o FMI não feche os Rings e os pavilhões, para continuarmos a jogar futsal!

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  2. o pá enquanto tiver dinheiro para chouriço e vinho tou safo.

    Isto tinha que dar uma volta do catano, começando por dimunir o numero de CHULOS(deputados) na assembleia, depois acabava-se com os rendimentos minimos, o ppl que vâ mas é trabalhar, há para aí muita mata para limpar, passava por se criar um tecto salarial e um tecto máximo de pensão que se podia auferir e cada um só receber uma pensão,não é como o caralho do nosso presidente que recebe 4,depois ainda têm o despalnte de dizer que a senhora dele só recebe 800 euros e que tem de ser ele a sustentar fds. Passa por haver um menor numero de mamões nas entidades publicas a mamar rios de dinheiro,passa por haver uma distribuição mais justa da riqueza,passa por se valorizar os bons valores que neste país abundam nas mais diversas areas, passa por os nossos governantes quando saiem do poleiro entram logo para um conselho de administração de uma empresa que lhes Untou as mãos, principalmente Para acabarmos com esta palhaçada passa por cad aum de nós dizer BASTA,não nos devemos acomodar mas sim revoltar e quer mudar o rumo dos acontecimentos,porque se nada for feito como país estamos FODIDOS.


    Se o golf em principio vai deixar de ser tributado a 23% e passar a ser a 6%(porque segundo os entendidos este "desporto" rende 500 milhões de euros ano)porquê é que todos outros desportos todos serem taxados a 23%.


    Infelizmente só há uma maneira de acabar com isto.É há base de BOMBAS e limpar o Sebo a Alguns destes cabrões que andam a demasiado tempo a rir a nossa custa

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  3. Bem Tsubasa pediste e o Osgood transformou-se logo em Michael Collins!
    Efectivamente, o caminho para Portugal não vai ser fácil. O desemprego deverá atingir os 20%, as condições vão deteriorar-se e não vai ser o FMI a fechar pavilhões, esses fecham porque não há dinheiro para suportar. Se nem isto levar a uma agitação social então nada vai levar.

    É preciso mudar muita coisa. Vou só lançar umas notas soltas senão fico aqui uma semana a debitar. É claro que o exemplo que vem de cima é importante, a nossa classe política é suja, corrupta, nojenta e extremamente incompentente, isto desde que a "carreira política" existe. Trocou-se a ética pela estética e é o que dá. Nunca a expressão meio mundo a enganr outro meio fez tanto sentido.
    Mas voltando atrás. Sim, tínhamos de correr com toda a classe política e respectivos boys que vêm a seguir. Mas não chega e não vai lá assim.
    Temos de começar pelas coisas pequeninas.
    -Cada um tem de trabalhar (não chega ir picar o ponto), reduzir o tempo dos cafés e perceber que mais vale 7 ou 8h a sério do que depois ficar a fazer horas extra.
    -Temos de deixar de adorar o gajo que enganou o estado. Olha arranjou um esquema para não pagar IRS, o tipo é mesmo esperto... esquecendo que aquele IRS que ele não pagou pagamos nós.
    -Temos de zelar como cidadãos pelo cumprimento da lei. Denunciar o que é para denunciar. Se eu pago impostos, porque é que os restaurantes e as gasolineiras separam os papelinhos do multibanco para um lado ou para o outro conforme se pede factura ou não??? Aquele que conseguiram poupar... pagamos nós.
    - Depois temos os subsídios. Uns aplicam-se outros não. E o pessoal prefere ficar sem fazer nada, sem produzir, a ter de ir trabalhar, porque o pensamento é sempre o "eu". Todos nós conhecemos alguém assim.
    - Depois a máquina do estado que é uma vergonha. Muitos funcionários que não têm a mínima qualificação para desempenhar as funções, funcionários a mais para o trabalho que existe, tudo isto porque não existe pura e simplesmente planeamento nenhum, e o orçamento do estado não é para cumprir.
    -ainda na máquina do estado temos as nossas honrosas forças armadas, que ficaram muito chateados de os americanos terem dito... a verdade, e de o wiki leaks se ter chibado: ficamos contentes de ter brinquedos de guerra caros para compensar o facto de sermos um estado sem influência estratégica nenhuma nas Nações Unidas- a bem dizer, nem precisávamos de veículos de guerra, e da esmagadora maioria dos soldados, também não. Aqueles veículos impecáveis anti-motim para o Obama, ainda se lembram? Cadê????? Cadê mas é o dinheiro???
    -Queremos ser como os países nórdicos nas condições de vida? Então façamos como eles.
    -Mas não, queremos viver como eles, melhor que eles que lá em cima não há tanto porsche como cá. Trocamos a ética (pagar as contas a horas, sermos sérios, vivermos dignamente) pela estética (eu sou bom porque tenho um porsche e vou jantar ao gambrinos, uso fatos mas é tudo a crédito ou então nem pago-exemplo 1; ou então ando a viver miseravelmente mas tenho de ir para o Algarve nas férias e carrego no cartão de crédito-exemplo 2). Engraçado como até o Estado se comporta como o português comum. Não tenho dinheiro? não faz mal. Vou ao mercado leiloar a minha dívida (ou seja usar o cartão de crédito) e fico já com cash fresquinho-exemplo 3; ou seja: HOJE MOSTRAMOS QUE SOMOS RICOS, AMANHÃ SE FOR PRECISO, JEJUAMOS.

    Resumindo: Temos de exigir ao estado, mas temos de começar a exigir de nós próprios e uns dos outros. Isto é ética e é a única forma de salvar o país... se é que ainda temos país para salvar.

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  4. Mike, foi exactamente o que quis dizer com os meus 3 parágrafos.

    Quando me refiro à "mudança de mentalidades" e "Não vejo neste país, mentalidade capaz de resolver e enfrentar os problemas que temos enquanto sociedade enquanto povo ligado ao mundo." era exactamente o que disseste que eu queria dizer...

    Os tugas gostam imenso de viver das aparências, de quanto menos trabalhar melhor, de viver a cima das possibilidades, de fugir aos impostos com a desculpa de que o exemplo tem que vir de cima, de não pedir factura, e esquecem-se que essas pequenas coisas que 7 Milhões fazem diariamente terão certamente um peso enorme na fuga do € que deveria de ir para o estado.

    Todos nós apontamos facilmente a podridão que há no grande capital ou na politica, mas nunca olhamos para nós e no impacto que as nossas pequenas atitudes têm no que se diz "viver em sociedade". Não o fazemos. Vivemos para NÓS INDIVIDUAL e para o HOJE.

    Julgo que a única solução está nos nossos filhos e na mentalidade que lhes vamos incutir pois são eles que nos vão governar e são eles que vão ser governados daqui por 30/40 anos. Se essa mudança existir hoje, então amanhã acredito que seja possivel vivermos num país/mundo mais solidário e mais justo. Se não o fizérmos tudo vai ser igual.

    Não basta reclamar por melhores condições. Temos que criar condições para que o país nos possa dar essas condições e tudo o que fazemos vai no sentido inverso e a correr mal corre para o "peixe miudo" e nunca para o "peixe graúdo".

    Gostei da tua visão pois realmente é por esse prisma que eu vejo as coisas.

    Abreijos!

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  5. Estás a ver como afinal em questões de fundo até concordamos?
    Tens razão relativamente aos nosso filhos. Estamos a viver a vida e hoje pensamos em coisas que há alguns anos não pensávamos, isto chama-se amadurecer. É preciso sobretudo que se depertem consciências, que as pessoas deixem de se importar apenas com elas próprias. É verdade que cada um tem de fazer a sua parte, mas a consciência tem de ser grupal. A sociedade tem de parar de se refugiar no futebol e afins como ópio para fugir dos problemas. Temos de nos colocar sóbrios e de uma vez por todas identificar os problemas, planear, aplicar o método e avaliar os resultados. Num ponto mais extremo em termos de democracia, como alguém disse antes, o modelo democrático baseado nas pessoas não funciona porque as pessoas falham. Deviamos talvez colocar os projectos e as ideias a referendo na internet e as pessoas escolhiam, a maioria ganhava e siga. Olha tipo facebook: like, don't like, maioria decide tudo. Será que é assim tão utópico? Votávamos as IDEIAS decididas por NÓS, e não as PESSOAS para escolherem por nós.

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  6. Ah e acrescentei um marcador a este post que acho que se aplica perfeitamente.
    Portugal, THIS IS A PUBLIC SERVICE ANOUNCEMENT

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